

Ao analisar investimentos em criptomoedas, compreender as principais métricas de um ativo digital é fundamental para tomar decisões informadas. Entre esses indicadores, o circulating supply se destaca como um dos mais relevantes para investidores. Este artigo aborda o conceito de circulating supply, sua importância no universo das criptomoedas e como ele impacta a dinâmica do mercado.
Circulating supply é o total de moedas ou tokens de uma criptomoeda específica que estão disponíveis e circulando ativamente no mercado público. Esses ativos digitais podem ser acessados por traders, investidores e usuários, e podem ser comprados, vendidos ou transferidos a qualquer momento. O circulating supply abrange moedas mantidas por exchanges centralizadas, usuários individuais de cripto, investidores institucionais e empresas.
Para compreender circulating supply, é essencial diferenciá-lo de duas outras métricas de oferta: total supply e max supply. O total supply corresponde a todos os tokens criados desde o lançamento do projeto, incluindo os que estão em circulação e os que foram removidos permanentemente por mecanismos de queima. Já o max supply representa o limite absoluto de moedas que podem existir para determinada criptomoeda, funcionando como teto máximo da oferta.
Por exemplo, o Bitcoin possui um max supply de 21 milhões de moedas. Como o Bitcoin não adota mecanismos de queima, circulating supply e total supply são idênticos. Atualmente, mais de 19,5 milhões de BTC circulam no mercado, com novas moedas sendo inseridas continuamente por meio da mineração, a uma taxa de 3,125 BTC a cada 10 minutos após o último halving. Já a Cardano apresenta outro cenário: seu max supply é de 45 bilhões de ADA, sendo que parte significativa já entrou em circulação enquanto alguns tokens foram queimados desde o início do projeto, ilustrando como o circulating supply pode divergir consideravelmente do max supply.
O circulating supply exerce influência direta em vários aspectos fundamentais da economia de um criptoativo. Ao contrário das moedas tradicionais, lastreadas por governos ou commodities físicas, a maioria das criptomoedas tem seu valor definido pela dinâmica de oferta e demanda do mercado. O circulating supply é peça-chave nessa relação.
A escassez é um princípio econômico central e se aplica fortemente às criptomoedas. Quando há menos moedas disponíveis em circulação e a demanda permanece igual ou aumenta, o valor de cada unidade tende a crescer. No entanto, esse efeito de escassez só é relevante quando há interesse real dos investidores em adquirir o ativo. Um circulating supply baixo não garante valor; a criptomoeda precisa oferecer utilidade, fundamentos robustos ou outros diferenciais que atraiam investidores.
O circulating supply também é fundamental para calcular o market capitalization, uma das métricas mais utilizadas para comparação entre criptomoedas. O valor de mercado é obtido multiplicando-se o circulating supply pelo preço atual da moeda. Esse cálculo proporciona aos investidores uma visão clara do porte do projeto e ajuda a definir ranking no setor cripto. O Bitcoin lidera como maior criptomoeda em valor de mercado, seguido pelo Ethereum, justamente devido a esse critério que considera o circulating supply.
O circulating supply é uma métrica dinâmica, que varia ao longo do tempo conforme diferentes mecanismos. Cada criptomoeda pode adotar métodos próprios que aumentam ou reduzem sua oferta em circulação, de acordo com seu design e modelo econômico.
Os processos de mineração e mintagem são os principais responsáveis pelo aumento do circulating supply. Quando mineradores ou validadores processam transações e criam novos blocos na blockchain, recebem moedas recém-criadas como recompensa. Essas moedas passam do max supply para a circulação ativa. O Bitcoin é um exemplo: seus mineradores recebem recompensas por proteger a rede e processar transações. A fim de garantir a sustentabilidade dos incentivos de mineração, o Bitcoin adota o mecanismo de halving, que reduz as recompensas em 50% a cada cerca de quatro anos ou 210.000 blocos minerados. O processo começou com 50 BTC por bloco e reduziu progressivamente até chegar aos atuais 3,125 BTC por bloco após o halving de 2024, com novos halvings previstos até que todos os 21 milhões de Bitcoins sejam minerados.
Já os mecanismos de queima de tokens diminuem o circulating supply ao remover moedas do mercado de forma permanente. Embora tokens não possam ser destruídos fisicamente, desenvolvedores os enviam para contratos inteligentes que impossibilitam a recuperação. Dessa forma, os tokens ficam bloqueados para sempre, reduzindo a oferta disponível. A queima de tokens é fundamental para criptomoedas sem limite máximo de oferta ou com oferta inicial elevada, pois ajuda a controlar a inflação e cria escassez artificial, contribuindo para manter ou aumentar o valor. Quando o circulating supply diminui e a demanda se mantém ou cresce, a tendência é que o preço suba conforme a lei de oferta e demanda.
O circulating supply é uma métrica essencial para todo investidor de criptomoedas. Ele é decisivo para determinar o market capitalization, influencia o preço via dinâmica de oferta e demanda e revela informações sobre a tokenomics e a sustentabilidade de longo prazo do projeto. Entender a relação entre circulating supply, total supply e max supply possibilita decisões mais estratégicas na hora de compor o portfólio de criptoativos.
Em criptomoedas sem limite máximo de oferta, a criação contínua de novos tokens pode causar queda de preço caso a demanda não acompanhe o crescimento da oferta, tornando os mecanismos de queima fundamentais para preservar valor. Ao realizar análises de longo prazo, investidores devem avaliar como o projeto administra o circulating supply, seja por halving, queima de tokens ou outros métodos de controle. Considerando o circulating supply em conjunto com outros fatores fundamentais e técnicos, é possível avaliar melhor riscos e oportunidades em diferentes investimentos em criptomoedas. Acompanhar a evolução do circulating supply revela insights valiosos sobre a saúde econômica e o potencial futuro de qualquer ativo digital.
Circulating supply é o número total de moedas disponíveis e negociáveis no mercado. Não inclui moedas bloqueadas ou reservadas. Essa métrica varia conforme novas moedas são mineradas ou queimadas e impacta diretamente o cálculo do market capitalization.
Quando o circulating supply iguala o max supply, todas as moedas estão em circulação e nenhuma nova moeda será emitida. Isso normalmente indica maturidade de mercado e que o token chegou à sua fase máxima de distribuição.
Um circulating supply elevado pode diluir o valor de cada moeda, mas aumenta a estabilidade do mercado e demonstra maior adoção. O impacto depende dos fundamentos e do propósito do projeto.
O circulating supply é obtido subtraindo as moedas bloqueadas e mantidas pela equipe do total supply, representando assim as moedas livres para negociação no mercado.


